segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Amsterdã

Olá, amigos!

Aqui vai mais uma Poesia minha! Dessa vez, é sob uma ótica feminina... Pois é, andei tentando entender as mulheres... É óbvio que falhei!

Abraços a todos!


AMSTERDÃ


Sinuoso, canalítico, libertariamente aprisionante,
Meu coração segue impressionista,
Pré-vanguardista, Vangoghiano,
Um girassol entorpecido de razões
Convencido a enlouquecer-se de realidade.

Meus sentimentos, prostituidos,
Vendem-se em vitrines a qualquer sensação que pague
O suficiente (e pouco) para pervertê-los,
Sacudi-los, deflora-los de uma virgindade hipócrita,
Abrindo ao mundo o hímen da minha alma complacente,
De mentiras priápicas e verdades impotentes.

Dispo-me, entrego-me ao que não sou
Sem, ao menos, saber o que eu era.
Descortinada, danço numa vitrine
Esperando algum desejo que me queira
E me feche as cortinas da cabine
Para abrir-me um horizonte que me caiba,
Pois a vida que me coube veio inteira.

Provocante, seduzo o destino que me beija...
Mas depois ele me paga com aquilo que eu não quero.
Mas será esse o aquilo que mereço?
Ou será esse o aquilo que eu espero?

O destino me paga comigo.
E eu recebo sempre o que eu sou.
Por isto que sou triste,
Pois quando me recebo
Recebo-me somente,
Sem qualquer “ti” que me ame,
Ou qualquer “nós” que nos faça...
Volto sempre ao “eu”...
Esta primeira pessoa que me irrita,
Que me enche a cabeça de traumas
Me forçando a esvaziar-me na luxúria,
No bacanal de minhas emoções profanas!

Hoje, o batom vermelho secou meus lábios.
Minhas unhas postiças caíram
Desnudando a realidade roída dos meus dedos
E a ansiedade do meu semblante esbugalhado...

Mas não sei se é esta minha verdade.
Não sei se esta tristeza é o meu triste.
Maquiei-me tanto que perdi minha face,
E minhas alegrias são tão minhas
Quanto o “blush” que me enfeitava durante a noite,
Mas que agora está endurecendo aquele pedaço de algodão
Que joga-se na pia do banheiro, assim como jogo-me na cama,
Neste leito frio, que não me faz chorar mas me angustia,
Que me faz dormir, mas não me acolhe,
Como se fossem os abraços de todos os homens que me amaram,
Mas que eu deixei de amar por ser amável somente ao que não me ama.

Quero sentir saudade!
Quero rasgar meu peito antes de rasgar minha roupa!
Construí um muro enorme para proteger-me,
Mas esqueci-me que estava sozinha aqui dentro!

Preciso de algo que me exploda! Algo mais forte do que eu!
Eu quero guerra, sim! Eu quero guerra!
Quero sentir-me amedrontada!
Quero que me violentem!
Quero que me derrotem, que me humilhem!
Mas quero que me libertem...
Quero ser livre deste “eu” que me aprisiona...


José Nantala Bádue Freire
Haia. Holanda.
23.07.2006.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sistema de Exportação de Serviços

O Governo brasileiro, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pretende criar uma câmara de comércio voltada, especificamente, ao debate e discussão de temas ligados à exportação de serviços. Impulsionado pelo aumento sensível que se deu nas exportações de serviços no último semestre (de 25 % contra apenas 20% da exportação de bens), o MDIC resolveu incentivar este nicho de mercado que sinaliza com uma sensível e importante ascensão.
Embora ainda sejamos deficitários no mercado internacional de serviços, como é comum em países em desenvolvimento, este aumento na exportação pode significar uma considerável benesse à nossa balança comercial e, ainda mais, um estímulo importante ao desenvolvimento deste mercado que, hoje em dia, é muito restrito e precário em nosso país.
Para fomentar o desenvolvimento, será criado o chamado Siscoserv (semelhante ao Siscomex), um sistema integrado de comércio externo de serviços que, entre outras coisas, servirá de banco de dados para armazenar as informações sobre o movimento de compra e venda de serviços de empresas nacionais no mercado internacional, bem como atuará "harmonizando" - em termos conceituais (uma vez que, por exemplo, BACEN e MDIC têm auferições diferentes no que tange os dados de comércio de serviços) - e "integrando" poderes público e privado nas operações.
Caso consigamos ter um setor de serviços mais abrangente e com credibilidade, muitas das importações deste setor poderão ser substituídas e, com isso, aquecer a nossa economia e nossa produção. Contudo, antes de promover esta substituição de importações, deve-se atentar para não cometermos os mesmo erros do passado (como no caso dos computadores no fim da década de 90, por exemplo).
Devemos incentivar o mercado sem causar, todavia, desvios de comércio que poderão ser revertidos, futuramente, contra nós mesmos. A substituição deverá vir de forma mais natural, por maior eficiência do prestador de serviços nacional ou por vantagens comparativas que este apresente em relação aos estrangeiros.

Para maiores informações, acesse:
http://www.desenvolvimento.gov.br/sitio/ascom/noticias/noticia.php?cd_noticia=7070

Renan, Calhou!

VEIO A "CALHAR" ESTA ODE.

Veio a calhar, Calheiros,
tanta bolsa a embolsar
para tão nobres cavalheiros,
que te fazem engordar
os bois, a filha e os empreiteiros,
frutos duma alcova lupanar...


Calhou, e como calhou, Calheiros!
A frieza de tuas notas, do teu semblante,
transfomando gabinetes (picadeiros?),
de pícaros homens de instante,
em arlequins infiéis e escudeiros
teus, enquanto o cargo lhe garante.


Calharam todos aqueles segredos, Calheiros...
Todos aqueles segredos calados,
Horripilantes, periclitantes, verdadeiros,
silenciosos despudores mascarados,
sob a névoa democrática do dinheiro.


Calhou! Mas este calhar não basta...
Sobram amores por aí, Calheiros.
Há outras alcovas menos castas
do que esta que fez-te prisioneiro,
E que deitaste como deitam as nefastas
pobres putas de amor estrangeiro,
que se entregam a quem lhes dá as costas
mas, porém, às paga por inteiro...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Juíza Impede Cobrança Por Diploma

A Excelentíssima Juíza da 20ª Vara Federal, Dra. Fernanda Souza Hutzler, concedeu liminar, em ação civil pública impetrada pelo MPF, no sentido de impedir que 13 Universidades particulares da Cidade de São paulo cobrassem para emitir diplomas aos seus alunos. Portanto, se você for aluno de alguma das Instituições em questão e ainda não emitiu seu diploma, fique atento! Não deixe que te cobrem por este direito!

Universidades enquadradas na decisão:

Uniban, Unicsul, PUC, São Judas, Unicid, Universidade Ibirapuera, UniSant´Anna, Associação Educativa Campos Salles, FMU, Fieo, São Marcos, Unisa e Unicastelo.

Um abraço a todos!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Poesia!

Caros visitantes,

Para "inaugurar" as postagens do meu blog, nada melhor do que uma poesia. Esta é de minha autoria e espero, de coração, que todos vocês gostem! Lá vai.

REVOLUTO.

Tinha no bolso um pedaço de pão
Amassado por muitos diabos,
Com farelos dourados e fugitivos
Como o ouro de todos os tolos...

Trajava um fardo de chumbo,
Que lhe pesava mais no fim da tarde,
Quando arqueava as costas e sentia
A liberdade agonizando... Sem alarde.

Dirigiu-se à máquina de café,
Para implodir-se de novo em cafeína
E queimar sua língua travada
Que foi, pelo gato, cuspida.

Ofegante, foi ao banheiro
E desatou o nó da gravata,
Para apertar o nó da garganta...

Relutante, saiu num desespero
Que era calmo por covardia
E lento por faltar-lhe impulso.

Estampou um sorriso no rosto,
Mas ainda franzia a testa.

Ereto, dominava o corredor,
Tentando disfarçar-se na “pressa”...

Cumprimentava a todos,
Fazia até alguma festa...

Depois bufava e saía

Voltou à sua sala... Sentou-se
E resolveu escrever poesia.
Pegou um lapis que trouxe
E empunhou-lhe com agonia.

Viu o papel e tremeu.
E ao fim de tremer três vezes
Atou-se ao lapis como se fosse um leme
E gritou de um poço sem fundo:
“Fuja, Monstrengo que nada teme,
Pois sou eu Dom João Segundo!”

Abriu os olhos e viu-se
Rodeado de olhos e de sustos.
Envergonhou-se, prostrou-se, riu-se
E depois de livrar-se dos arbustos,
Mostrou-se nu àquela selva peçonhenta
Que, todos os dias, a razão lhe inventa,
Argumentando preços, mercados, custos.

Foi então que decidiu-se louco
E saiu profetizando versos de alegria,
Para um mundo tão surdo quanto rouco
Que não gosta mais de poesia.

Correu dali para encontrar-se
Em qualquer esquina desvairada,
Como se mais nada lhe restasse,
Ou como se lhe bastasse só o nada...

Mas ainda tinha uma memória
Naquele pedaço de pão mordido,
Que guardava em seu bolso como a história
De um ser imortal por não ter vivido,
E o jogou fora, por querer jogar-se ao mundo
E livrar-se deste coma-racional profundo,
Que agrava-se em planos e em metas...

Pelo menos uma vez, todos têm de ser poetas.

Olá, Amigos!

Olá, amigos!

Este Blog é de um advogado totalmente leigo em termos de webdesign. Sendo assim, conto com a sua tolerância no que diz respeito à falta de originalidade gráfica que este blog venha a apresentar. Mas prometo me aperfeiçoar!
Contudo, caro visitante, você pode (e deve!) me cobrar informações de qualidade, textos bem escritos e teses fundamentadas. Aliás, gostaria muito da sua contribuição para deixar meu blog cada vez mais rico! Deixe suas sugestões ou envie seus artigos/poesias para serem postados por aqui! Será uma grande honra contar com a sua colaboração!

Até breve!

José Nantala.